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	<title>Shiva Shankara</title>
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		<title>Retiro Semana Santa</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 12:39:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Retiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Subida da Serra de Petrópolis (06, 07 e 08 de abril de 2012) Valores: Até 30/03 à vista R$430,00 em 2x de R$240,00 Após 30/03 à vista R$480,00 em 2x de R$265,00 Incluidos Acomodação Alimentação Retiro de Yoga Contato shivashankaraipanema@hotmail.com 21.7820-4807]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/retiro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-531" title="retiro" src="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/retiro.jpg" alt="" width="486" height="150" /></a><br />
Subida da Serra de Petrópolis (06, 07 e 08 de abril de 2012)</p>
<h4>Valores:</h4>
<p>Até 30/03</p>
<ul>
<li>à vista R$430,00</li>
<li>em 2x de R$240,00</li>
</ul>
<p>Após 30/03</p>
<ul>
<li>à vista R$480,00</li>
<li>em 2x de R$265,00</li>
</ul>
<h4>Incluidos</h4>
<ul>
<li>Acomodação</li>
<li>Alimentação</li>
<li>Retiro de Yoga</li>
</ul>
<h4>Contato</h4>
<ul>
<li><a href="mailto:shivashankaraipanema@hotmail.com">shivashankaraipanema@hotmail.com</a></li>
<li>21.7820-4807</li>
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		<title>Skanda</title>
		<link>http://shivashankara.net/pt/yoga/mitologia/skanda/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 20:10:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O grande demônio Tarakasura, estava oprimindo os seres celestes. Todos os deuses foram até o Senhor Brahma para pedir ajuda. Brahma disse para os deuses: &#8220;O&#8217; Devas, eu não posso destruir Tarakasura, uma vez que ele obteve minha bênção, por te feito rigorosa penitência. Peçam ajuda ao Senhor Shiva, pois o Senhor dos três olhos...<div class="read_more"><a href="http://shivashankara.net/pt/yoga/mitologia/skanda/">Leia Mais...</a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/skanda.jpg"><img src="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/skanda.jpg" alt="" title="skanda" width="200" height="255" class="alignleft size-full wp-image-524" /></a></p>
<p>O grande demônio Tarakasura, estava oprimindo os seres celestes. Todos os deuses foram até o Senhor Brahma para pedir ajuda.</p>
<p>Brahma disse para os deuses: &#8220;O&#8217; Devas, eu não posso destruir Tarakasura, uma vez que ele obteve minha bênção, por te feito rigorosa penitência. Peçam ajuda ao Senhor Shiva, pois o Senhor dos três olhos terá um poderoso filho, o Senhor Subramanya. Este filho de Shiva ira destruir o demônio que tanto molesta vocês&#8221;.</p>
<p>Shiva e Parvati encontravam-se nas montanhas do Himalaia em êxtase, indiferentes aos problemas do mundo, quando os deuses aproximaram-se da moradia de Shiva para pedir ajuda, pois um terrível demônio chamado Taraka estava tirando a paz de todos os seres. Shiva disse aos deuses: &#8220;A solução dependera&#8217; daquele que tiver posse do meu Bindu (semente, sêmen)&#8221;. Assim que Shiva terminou essas palavras, lançou seu sêmen no fogo como uma oferenda, o qual, incapaz de retê-lo, jogou-se dentro do rio Ganges, as águas do Ganges levaram o sêmen para as margens do rio perto de uma plantação de cana, ficando ali depositado numa moita. As seis Plêiades, em forma de ninfas, que estavam se banhando naquele local, disputaram entre elas a honra de criá-lo. Assim, Skanda desenvolveu seis cabeças para ser amamentado por cada uma das Plêiades (Karttikas), que lhe deram o nome de Karttikeya (filho das seis Plêiades).</p>
<p>Skanda que significa &#8220;jato de sêmen&#8221; e&#8217; um raio nascido da Consciência Divina do Senhor Shiva. Suas esposas são Valli e Deivayanai, que representam o poder de ação e o poder do conhecimento respectivamente.</p>
<p>Skanda é adorado com grande devoção no sul da Índia. É descrito como um rapaz de grande beleza, dotado de força extraordinária, normalmente com seis cabeças. Carrega uma lança e, algumas vezes, arco e flechas. Seu veículo é um pavão.</p>
<p>O filho mais jovem de Shiva é mais conhecido pelos seguintes nomes:</p>
<p>Skanda (jato de sêmen)<br />
Subramanya (o querido dos brâmanes)<br />
Karttikeya (filho das seis Plêiades)<br />
Saravanabhava (nascido na floresta de cana)<br />
Gangeia (filho do Ganges)</p>
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		<title>Sati</title>
		<link>http://shivashankara.net/pt/yoga/mitologia/sati/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 20:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/sati.jpg"><img src="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/sati.jpg" alt="" title="sati" width="200" height="259" class="alignleft size-full wp-image-521" /></a></p>
<p>A história de Sati e sua reencarnação como Parvati é relatada e descrita em diversos textos clássicos. No Kena Upanishad ou Talakavara, em sua seção terceira. No Kurma Purana e no Vaivarta Purana é descrito um momento em que Brahma (o Deus Criador) obteve uma grande vitoria sobre os outros deuses, e alguns deles, inconformados, buscaram desmerecer tal feito. Assim, Brahma tratou de informá-los sobre o equivoco e, para tanto gerou no céu uma deusa resplandecente chamada uma (sabedoria), que lhes esclareceu a situação. Após algum tempo, Uma renasceu na Terra como Sati, filha do rei Daksha.</p>
<p>Sati é o nome pelo qual se conhece a esposa de Shiva em sua primeira manifestação. Ela é filha de Daksha, um dos filhos de Brahma (o Deus Criador).</p>
<p>Com o exclusivo objetivo de satisfazer seu amor próprio, Daksha exercia uma violenta hostilidade contra Shiva, porque sua filha Sati, venerada manifestação da devoção e piedade feminina, entregou-se ao culto do Deus Shiva.</p>
<p>No dia em que Sati deveria fazer a escolha de seu esposo, seu pai organizou uma grande cerimônia para que ela pudesse elegê-lo entre os convidados, porem seu pai deixou de convidar Shiva. No momento em que a jovem teria que colocar a grinalda (guirlanda) de flores no colo do escolhido, ela jogou-a para o ar e pronunciou uma invocação para aquele que amava: “Se é verdade que me chamo Sati, ó, Shiva, recebe minha oferenda!” mal terminada a invocação, Shiva apareceu com a grinalda sobre os ombros.</p>
<p>Sem duvida, pelo que se seguiu essa união foi considerada, pelos pais da jovem, um casamento desigual. Daksha entrou em conflito com o genro.</p>
<p>A MORTE DE SATI</p>
<p>Certo dia, Daksha, como soberano de um reinado, ia celebrar um ritual de oferenda a Prajapati (progenitor de todos os mundos) e não convidou sua filha Sati e seu esposo Shiva, por não ter simpatia pelo genro. Mesmo assim, Sati, após insistir muito pela permissão de seu marido, resolveu ir sozinha à sua antiga morada para participar do ritual e ver seus pais.</p>
<p>Chegando a casa dos pais, Sati foi insultada e humilhada pelos participantes do ritual e principalmente por seu pai Daksha que queria que sua filha se casasse com alguém que antes de tudo, conviesse aos interesses dele. Após uma longa discussão com seu pai. Sati resolveu lançar-se na fogueira do sacrifício, perecendo. Ela agiu de forma correta e soberana, unindo-se a quem amava, mesmo pagando tal ato com a vida.</p>
<p>Shiva, tendo noticias do acontecimento, caiu em profundo lamento como primeira reação, mas, em seguida, foi possuído por grande ira. Arrancando, então, mexas de sua enorme cabeleira e lançando-as no solo, fez surgir um poderoso guerreiro chamado Virabhadra. Esse extraordinário guerreiro recebeu o encargo de comandar os exércitos de Shiva contra Daksha.</p>
<p>Com efeito, Virabhadra e seu exercito apareceram como um furacão no ritual e deram morte a todos que estavam lá e inclusive a Daksha.<br />
Shiva, ainda pesaroso pela morte da esposa, retirou-se para o Monte Himalaia, onde entrou em profunda meditação. Com o passar do tempo, Sati renasceu como Parvati, deusa da pureza do ar das montanhas e das neves eternas do Himalaia, de novo unindo-se a Shiva para iluminar o universo.</p>
<p>Shiva sem Shakti é Shava</p>
<p>Shiva vendo a forma sem vida de sua amada fixou seu olhar no belíssimo aspecto de Sati, disse, com lagrimas nos olhos e tristeza no coração: “Levante-se, ó, minha amada Sati! Sou eu, Shankara, seu senhor, olhe-me, sou eu quem está ao seu lado. Contigo sou o todo-poderoso, criador de todas as coisas e doador de toda a felicidade, mas sem você, sou como Shava (cadáver), sem poder algum para atuar.”</p>
<p>O preceptor do universo andava vagando sem destino, até que, dominado pelo cansaço e pela dor, caiu desmaiado aos pés de uma figueira.</p>
<p>Vishnu (o Deus Preservador) conseguiu animar e tranqüilizar Shiva que pose ver Sati sentada ante ele e proferir as seguintes palavras: “Seja forte Mahadeva, Senhor de minha alma. Em qualquer estado que meu ser se encontre, nunca estarei separada de ti. Agora, irei renascer como a filha de Himavat, o senhor das montanhas, para converter-me, de novo, em tua esposa. Portanto, não tenha mais tristeza em teu coração por causa de nossa separação.” Havendo assim consolado Shiva, Sati desapareceu.</p>
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		<title>Parvati</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 19:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/parvati.jpg"><img src="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/parvati.jpg" alt="" title="parvati" width="200" height="194" class="alignleft size-full wp-image-518" /></a></p>
<p>No Ramayana e no Shiva Purana, nos quais se diz que Parvati renasceu a partir de Sati, a primeira esposa de Shiva, já que os dois jamais poderiam ser separados. Porem pela morte de Sati, Shiva, imerso em profunda tristeza e solidão, retirou-se do mundo e prestou em silenciosa meditação. Parvati só sabia lamentar o inacabável ascetismo de seu amado e se cansara de permanecer junto a ele em vá adoração, pois Shiva, imerso em suas meditações, nem sequer dava-se conta da presença dela.</p>
<p>Num dia de primavera, os deuses, para retirar Shiva de sua atitude contemplativa, enviaram ao auxilio da bela Parvati o deus Kamadeva (patrono do amor) e sua esposa Rati (a luxuria e o prazer sensual).</p>
<p>Elegendo o momento em que Parvati encontrava-se perto de Shiva, Kamadeva preparou-se para disparar uma de suas flechas mágicas, mas nesse instante, Shiva o olhou com seu terceiro olho e reduziu instantaneamente em cinzas. Desde então, denomina-se o deus do amor com o nome de Ananga (privado de membros). Rati derramou rios de lagrimas por aquele que imaginava ter perdido para sempre, mas ela ouviu uma voz que lhe dizia: “Teu esposo terá novamente o corpo e voltará para teu lado quando Shiva casar-se com Parvati.” Nesse momento Parvati prostrou-se diante de Shiva ate’ que finalmente Shiva reconheceu Sati em Parvati e prometeu a ela seu amor. Parvati pediu para Shiva render-se a seu a seus desejos femininos e que devolvesse a kamadeva a forma de seu corpo, a fim de que Rati pudesse desfrutar do marido. Aceita as condições, Shiva e Parvati retiraram-se para o Monte Kailasa nos Himalaia.</p>
<p>Casada com Shiva, Parvati teve dois filhos, também deuses: Ganesha (o removedor de obstáculos) e Skanda, karti Keya ou Subramanya (o deus da guerra).</p>
<p>Antes, para obter o amor de Shiva, Parvati teve de seguir o caminho da austeridade, disciplina e da virtude pura. Parvati é considerada a deusa do casamento, e também é louvada como a deusa da família, daí a origem da palavra parivar (família).</p>
<p>Parvati, filha de Himavat e de Mena é consorte bondosa, austera e disciplinada de Shiva. Muitas vezes, ela é considerada a Mãe Suprema – Maha Devi, a que acolhe a todos os filhos, com seu infinito amor maternal, que os protege e os guia nas sendas da lei do karma, sempre mostrando aos mesmos os caminhos corretos e orientando-os passos que devem dar.</p>
<p>Ela é também a deusa da beleza, a virtuosa, e ressurge com diferentes manifestações, na forma de outras deusas, daí ser chamada de deusa das mil faces. Tem muitos atributos e, desde a era védica, um dos principais é a fertilidade, a forca que gera a procriação no mundo e nas espécies. É a própria geração da energia criadora, em sânscrito chamada de shakti.</p>
<p>Entre seus muitos nomes e manifestações vamos encontrar, de acordo com textos, seus atributos e características: Uma (a luz ou a sabedoria), Sati, Parvati, Ambika, Haimavati, Durga ou Mahamaya, Kali, Mahakali, Badrakali, Bhairavi, Devi, Mahadevi, Gauri, Bhavani, Jagatambe, Jagatmata, Kalyayani, Kapila, Kapali, Kumari, etc.</p>
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		<title>Ganesha</title>
		<link>http://shivashankara.net/pt/yoga/mitologia/ganesha/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 19:54:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ganesha é uma divindade popular. É o destruidor dos obstáculos ao desenvolvimento espiritual e material, possibilitando aos seus devotos alcançar as riquezas e assegurando o êxito em todos os empreendimentos. Ganesha possui duas esposas, uma chamada Siddhi (êxito, forca mística, poder) e a outra Buddhi (intuição, intelecto, discernimento), filhas de Vishvarupa (senhor dos mundos), que...<div class="read_more"><a href="http://shivashankara.net/pt/yoga/mitologia/ganesha/">Leia Mais...</a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/ganesha.jpg"><img src="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/ganesha.jpg" alt="" title="ganesha" width="200" height="261" class="alignleft size-full wp-image-514" /></a></p>
<p>Ganesha é uma divindade popular. É o destruidor dos obstáculos ao desenvolvimento espiritual e material, possibilitando aos seus devotos alcançar as riquezas e assegurando o êxito em todos os empreendimentos. Ganesha possui duas esposas, uma chamada Siddhi (êxito, forca mística, poder) e a outra Buddhi (intuição, intelecto, discernimento), filhas de Vishvarupa (senhor dos mundos), que ajudam a proteger o conhecimento, as escrituras sagradas e a educação.</p>
<p>Em relação ao surgimento de Ganesha, existem varias versões, mas a mais comum é dita dessa forma: Shiva ausentava-se com frequência de casa para se retirar no monte Kailasa e fazer suas meditações. Nessa ocasião Parvati se sentindo solitária, criou de sua própria matéria um ser, dando lhe vida como seu filho, tornando-se seu guardião particular.</p>
<p>Parvati ordenou ao menino que se guarda a porta de entrada do palácio enquanto ela se banhava e não queria ser incomodada de forma alguma. O menino super fiel a ordem da mãe permaneceu em frente ao palácio tomando conta da entrada. Shiva retornando depois de longo tempo de meditação quis entrar no palácio. Porem o menino impediu sua passagem.</p>
<p>Nenhum argumento foi suficiente para que ele mudasse sua atitude de obediência incondicional a Parvati. Seguiu uma luta entre o exército de Shiva e o menino, o qual lutou bravamente contra todos os guerreiros de Shiva. Vendo que o menino estava preste a derrotar seu exército, Shiva pegou seu trisula(tridente) e cortou a cabeça do menino.</p>
<p>Parvati, ao ver seu filho morto, ameaçou desabar o mundo com sua ira, explicando que aquele menino era seu filho. Shiva pedindo perdão a ela se prontificou a dar nova vida aquele ser e ordenou ao seu exercito que fosse em direção ao norte e trouxesse a cabeça do primeiro ser vivo que encontrassem no caminho. Seu exercito então, trouxe uma cabeça de um jovem elefante.</p>
<p>Shiva ao colocar a cabeça do elefante no menino quebrou uma das presas. Shiva reconheceu-o como seu filho dando o nome de GANESHA (Gana = exército, povos celestiais) e Isha (senhor). Shiva também deu autoridade a Ganesha conferindo-lhe a responsabilidade de tomar conta do Deva Yana (caminho dos deuses) e Priti Yana (caminho dos antepassados).</p>
<p>Deva Yana é o caminho que leva ao domínio dos deuses e ao Absoluto Brahman, do qual não há retorno, também chamado de “caminho do Sol”. Priti Yana é o caminho que leva ao mundo dos antepassados e, de lá, a um retorno ao mundo humano em novo renascimento, também chamado de “caminho da Lua”.</p>
<p>Shiva ordenou que desse momento em diante que ele fosse sempre venerado antes de qualquer outro deus, antes de qualquer cerimônia, rito ou ritual.</p>
<p>A simbologia por trás do mito de Ganesha é representado da seguinte forma:</p>
<p>Seu corpo físico é criado por Parvati, símbolo da matéria perecível, ou seja, é humano.</p>
<p>Mostra também que ele não foi capaz de reconhece o pai (Shiva, a Realidade Suprema). Quando Parvati solicita sua proteção ele a obedece incondicionalmente, cuidando da matéria e apegando-se a ela. Quando Shiva chega, não o reconhece, luta contra ele, pois não quer perder sua individualidade, mas luta com bravura, quer cumprir seu dharma (dever).</p>
<p>Shiva, como pai, admira sua coragem mas,  não podendo deixá-lo vencer, corta sua cabeça (o ego, a mente, a arrogância). Assim, Shiva mostra que a perda da individualidade e’ o ganho do Absoluto.</p>
<p>Sua enorme cabeça representa a capacidade de se assimilar e analisar o conhecimento. O sábio nunca esquece sua verdadeira natureza (memória de elefante). E suas orelhas enormes representam o atributo da sabedoria de ouvir atentamente e em silêncio; esses são os dois primeiros passos para a auto-realização, Svaranam (escutar os ensinamentos) e Mananam (refletir sobre eles) sendo representados por sua cabeça e suas orelhas grandes.</p>
<p>A tromba representa viveka (capacidade de discriminação, que sempre desponta da sabedoria). Com sua capacidade de discriminar entre o grosseiro (arrancando árvores, e tudo mais que apareça no seu caminho) e o sutil (pegando uma fruta ou uma flor do alto de uma árvore sem danificá-la).</p>
<p>Seu olhar meigo e doce representa o atributo de saber ver as coisas com serenidade e paciência.</p>
<p>A presa quebrada representa o conhecimento da imperfeição e o fato de já haver superado a dualidade ou a luta dos opostos (frio-calor, prazer-dor, alegria-tristeza), tendo atingido um estado de equanimidade.<br />
A barriga enorme (lambo dhara) representa a capacidade de engolir, digerir e assimilar todos os obstáculos, assim como os ensinamentos, transformando-os em conhecimento vivo.  É conhecido como o “removedor dos obstáculos”, pois leva em sua barriga o conhecimento e os obstáculos.</p>
<p>O rato que aparece aos seus pés representa o desejo com sua voracidade, cobiça e descontrole. Rouba mais do que se pode comer e estoca mais do que se pode guardar. O sábio tem total controle dos desejos, por isso o rato olha para cima e aguarda sua permissão para “comer” os objetos dos sentidos. Representa também o seu veiculo, isto é, o sábio tentando passar sua Sabedoria Infinita através de seus equipamentos finitos (corpo e mente).</p>
<p>Os quatros braços com as quatro mãos e o conteúdo de cada uma delas, podem ser descritos da seguinte forma:</p>
<p>Numa delas carrega um laço, que representa o amor por meio do qual Ganesha conduz a mente e o coração dos seus devotos à sabedoria real;<br />
Na outra, carrega um machado, que representa a possibilidade de se cortar todos os obstáculos do caminho dos devotos;<br />
Numa terceira, há o mudra da paz e do equilíbrio interior com o qual protege e abençoa eternamente seus fieis;<br />
Na quarta, há um prato de doces de amrita, que representa a alegria e o contentamento interior que se obtém através do conhecimento supremo.<br />
Na imagem do Deus-elefante, a chave para o conhecimento</p>
<p>GANESHA é o Deus do Conhecimento e o Senhor dos Obstáculos do mundo material. Ele é tradicionalmente invocado antes de qualquer empreendimento, pois é o protetor de tudo o que possa ser considerado auspicioso.</p>
<p>GANESHA representa o Homem em Plenitude-e os meios da realização desta plenitude.</p>
<p>Sua figura encerra um significado profundo, que para ser efetivo necessita ser desdobrado.</p>
<p>Assim, grande e soberana cabeça de  elefante – imensa para um corpo humano – indica sua capacidade intelectual e a firme dedicação ao estudo das Escrituras. As grandes orelhas indicam que este Conhecimento é para ser escutado de um Mestre. A presença do Guru é fundamental e escutar é o mais importante.</p>
<p>A tromba de Ganesha indica a perfeição desta capacidade discriminativa – Vivekashakti -, pois com ela o elefante tanto colhe uma flor, como derruba e carrega consigo uma árvore.</p>
<p>De forma semelhante, o Sábio lida com questões grandes e pequenas, mundanas, espituais ou íntimas com a mesma versatilidade e destreza.<br />
Ganesha tem na fronte um vibhuti (cinzas sagradas usadas pelo Senhor Shiva e seus seguidores. Representa a qeuima da ignorância pela visão da verdade, através do terceiro olho, o Olho do Conhecimento e da Aniquilação.) e um pequeno tridente. Ele é o primeiro filho de Shiva – o Senhor da Disciplina e da Aniquilação da ignorância – e de sua esposa Parvati – a Deusa da Matéria. O sábio tem “sempre em mente” o Ser Supremo, a sua verdadeira natureza.</p>
<p>Usualmente representado por quatro braços, Ganesha carrega em sua mão superior direita uma machadinha, e na superior esquerda um laço. Com a machadinha, Ishvara – na forma de Vigneshvara, o senhor dos obstáculos (um dos nomes de Ganesha) – decepa os apegos aos objetos como fontes de felicidade. Com o laço, Ele prende a atenção de seus devotos na Verdade, a Realidade Infinita que é a Sua própria natureza.<br />
A outra mão direita abençoa com prosperidade e destemor.</p>
<p>Frequentemente, encontramos nesta mão um japamala (rosário ), mostrando claramente que esta prosperidade esta na forma de japa – a disciplina da repição de um mantra ou nome divino -. Por último, a mão esquerda inferior ofereçe modaka, um doce de leite e arroz que representa a satisfação, a plenitude advinda deste caminho de disciplina e poesia que é o Autoconhecimento.</p>
<p>Sua presa quebrada, em contraste com a inteira, nos ensina que devemos ficar além da dualidade, pois aí reside o conflito da alma condicionada.<br />
Todos os deuses indianos têm sua vahana (montaria), e a de Ganesha é um rato. Esse animal simboliza a voracidade da mente desejosa do imediatismo material, sem ligar para as consequências de seus caprichos. Na qualidade de senhor dos sentidos, Ganesha tem seu total controle.</p>
<p>Quem for a Índia vera que em quase todas as lojas existe um pequeno altar com a imagem de Ganesha. Por ter a conotação de remover os obstáculos, os comerciantes o cultuam. Porém, o objetivo mais sublime é o de remover a ignorância que nos ata a uma consciência mesquinha.</p>
<p>Ganesha também pode aparecer segurando uma flor de lótus, que nasce no pântano, porém nunca é suja por este, representando assim a pureza do espírito. E sua mão em gesto de abhaya mudra, ou seja, o gesto daquele que nada teme. O que poderia causar medo ao sábio, já que ele sabe que deus está no controle de tudo?</p>
<p><a href="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/ganesha_bud.jpg"><img src="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/ganesha_bud.jpg" alt="" title="ganesha_bud" width="200" height="251" class="alignleft size-full wp-image-515" /></a></p>
<p>Ganesha no Budismo</p>
<p>No mês de setembro, comemora-se o mês de Ganesha, que muitos budistas chamam de MAHAKALA, “O Grande Tempo”. Em muitos templos budistas do Nepal, Ganesha em sua forma hindu, como é amplamente conhecida, está na porta, guardando a entrada, tomando conta. Isto quer dizer que Ganesha é uma das divindades protetoras, guardiâes do Darma, a doutrina budista, e protégé os praticantes e devotos.<br />
Algumas vezes, ele aparece com oito braços, o nobre caminho óctuplo:</p>
<p>1- palavra correta               2- ação correta.<br />
3- meio devida correto.      4- esforço correto.<br />
5- plena atenção correta.    6- concentração correta.<br />
7- pensamento correto.       8- compreensão correta.</p>
<p> Em alguns casos, é visto até com dez braços, as direções do universo, ou seja, os quatros pontos cardeais – norte, sul, leste, oeste; os quatros pontos colaterais – nordeste, noroeste, sudeste, sudoeste e os dois pontos místicos: o Nadir e o Zênite – o centro da terra, a partir do chão que pisamos, e o alto da cabeça representando o infinito. Isto quer dizer que este Deva nos protege em todas as estas direções.<br />
Ganesha também é visto como Ganapati (no budismo), a divindade protetora das escrituras, da sabedoria, da força mistíca, da profundidade e do discernimento. Em algumas regiões, é conhecido como Heramba e possui cincocabeças de elefante, são o que os textos canônicos denominam de cinco skandas:</p>
<p>O corpo.<br />
As sensações.<br />
As percepções.<br />
As formações mentais.<br />
A consciência.<br />
“Em muitos sutras – os textos sagrados do budismo – o Buda era visto como “O Grande Elefante”</p>
<p>“O Sábio Elefante”. Diz à lenda que a mãe do Buda sonhou com um elefante branco entrando em seu ventre. Logo depois ela estava grávida de Sidarta, que veio a ser conhecido como “o Buda”. Observe as imagens do Buda, ele tem uma orelha proeminente grande, comprida; são o símbolo da paciência, de ouvir bem, com carinho e atenção os outros, o respeito para com o próximo.</p>
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		<title>Durga</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 19:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um gigante chamado Durg, filho de Ruru, após ter praticado muita austeridade (tapas) para agradar Brahma (o deus criador), obteve sua bênção e tornou-se tão poderoso que conquistou os três mundos (a Terra, o plano astral e os reinos celeste), destronando Indra e os demais deuses. Durg obrigou as esposas dos Rishis (sábios) a cantar...<div class="read_more"><a href="http://shivashankara.net/pt/yoga/mitologia/durga/">Leia Mais...</a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/durga.jpg"><img src="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/durga.jpg" alt="" title="durga" width="200" height="234" class="imageleft size-full wp-image-509" /></a></p>
<p>Um gigante chamado Durg, filho de Ruru, após ter praticado muita austeridade (tapas) para agradar Brahma (o deus criador), obteve sua bênção e tornou-se tão poderoso que conquistou os três mundos (a Terra, o plano astral e os reinos celeste), destronando Indra e os demais deuses. Durg obrigou as esposas dos Rishis (sábios) a cantar suas glorias, retirou os deuses do céu.</p>
<p>Durg aboliu as cerimônias religiosas, os brâhmanes (sacerdotes) abandonaram a leitura dos Vedas (escrituras sagradas) por temor. Durg imperou o caos no mundo.</p>
<p>Os deuses correram até Shiva, e Indra, como porta-voz do grupo, disse, envergonhadamente: &#8220;Shiva, fomos todos destronados e expulsos dos céus pelo terrível demônio Durg!&#8221;. Shiva vendo o sofrimento dos deuses por estarem privados de suas oferendas e compadecendo-se da situação, enviou Parvati para destruir o gigante.</p>
<p>Parvati, aceitando com bom gosto a missão, acalmou os nervos dos deuses e mandou Kalaratri (a deusa da noite escura), mulher cuja beleza fascinava os habitantes dos três mundos, ordenar ao demônio que restabelecesse as coisas &#8216;a sua forma natural. Mas Durg, cheio de fúria, enviou seus soldados para capturar Kalaratri e ela, com o alento de sua boca, reduziu-os a cinzas. Na continuação, Durg enviou um numero tão grande de soldados que cobria a superfície da Terra. Dessa vez, Kalaratri correu até Parvati, perseguida pelos soldados.</p>
<p>Durg reuniu todo seu exercito e dirigiu-se ao monte Vindhya para lutar contra Parvati. Quando estava próximo, Parvati assumiu um corpo com cem mil braços e produziu inúmeras armas.</p>
<p>Durante a batalha, as tropas do gigante dispararam suas flechas contra Parvati, a qual estava sentada sobre o monte Vindhya. Acompanhando as flechas, eles atiraram contra ela árvores, pedras e tudo o que podiam encontrar à frente. Em resposta, Parvati disparou o Sudharsana, arma em forma de disco, que cortou os braços de muitos milhares de soldados.</p>
<p>Depois de muita luta entre Parvati e Durg e os seus soldados. Durg assumiu a forma de um gigante com mil braços e levou uma arma em cada um deles. Estando perto de Parvati, esta o agarrou pelos braços e lançou-o contra o chão com uma forca espantosa. Vendo que, mesmo caído, ele ainda não estava destruído, ela atravessou-lhe o peito com uma lança e destruindo o gigante.</p>
<p>Os deuses estavam encantados com tão belo final da batalha, pois recuperaram, em seguida, o antigo resplendor. Após esse episodio, a deusa passou a ser chamada de Durga, nome da forma feminina do demônio Durg, que ela havia destruído.</p>
<p><a href="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/kali.jpg"><img src="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/kali.jpg" alt="" title="kali" width="293" height="200" class="alignleft size-full wp-image-510" /></a></p>
<p>Kali é a representação do principio feminino renovador, existente em todo ser humano e na natureza, que destrói a ilusão e dissolve a ignorância, responsáveis pela escravidão ao ciclo de Samsara (renascimento e mortes consecutiva Kali é identificada a Kala, o tempo, representado como negro, sombrio, implacável. O tempo é negro porque é irracional, duro, sem piedade. Todos vivem sob seu domínio e, para se libertar dos sofrimentos provenientes dele, deve-se, primeiramente, abolir o próprio tempo.</p>
<p>O poder de Kali se expressa como forca e determinação. Nela, há uma intensa e avassaladora paixão pelo ato de destruir todos os obstáculos ao divino. É a grande guerreira dos três mundos, a qual jamais foge a uma batalha. Kali não tolera a indiferença, a negligencia nem a preguiça perante a obra divina, despertando, de imediato e com aguda dor, quem dorme e vagabundeia inoportunamente. Kali também é mãe e seu amor é tão intenso quanto sua ira. Ela é temível para os hostis, a forca de sua presença é dolorosa para os débeis e tímidos, mas os grandes, os fortes e os nobres a amam e veneram, pois compreendem que seus golpes têm como objetivo endireitar o torcido e perverso e expelir o que é impuro e defeituoso, assim sendo, mostrando o caminho que leva a Deus. Nada pode satisfazê-la se não chegar aos êxtases supremos, às aspirações mais nobres e às perspectivas mais vastas.</p>
<p>No Lingam Purana encontramos a lenda sobre o aparecimento de Kali da seguinte forma:</p>
<p>Uma mulher-demônio chamada Daruka havia obtido um poder tão grande que consumia com fogo os sacerdotes e devotos. Mas, como era servida por uma multidão de mulheres, Vishnu e os demais deuses temiam atacá-la, pois poderiam ser culpados do grande pecado de dar morte a uma mulher.</p>
<p>Os deuses recorreram a Shiva para resolver esse problema. Shiva dirigiu-se a sua esposa Parvati e disse: &#8220;Ó, encantadora Devi, permita-me que te solicite a destruição de Daruka!&#8221; Parvati, tendo escutado essas palavras, criou de sua própria substância, uma terrível virgem negra. Seu aspecto era assustador de se contemplar estava envolta em vestido celestial vermelho, com vários braços e armas. Parvati deu o nome de Kali a essa virgem negra, que atacou e destruiu Daruka.</p>
<p>Kali também aparece travando combate com Raktabija, chefe de um exercito de demônios. Conta a lenda:</p>
<p>Kali foi destruindo e cortando as cabeças de todos os soldados de Raktabija, então ele próprio resolveu atacar Kali, mas ela defendeu-se bravamente, redobrando seus golpes mortíferos, mas, a cada gota de sangue que caía dele, nasciam mil gigantes, tão vigoroso quanto ele. Para acabar com seu inimigo, Kali teve, então de beber cada gota de sangue antes que essa caísse no solo, assim ela conseguiu derrotar Raktabija e seu exército.</p>
<p>Após à vitória, Kali começou a dançar com alegria tão selvagem que estremeceu todo o universo. Os deuses, preocupados com os resultados catastróficos que poderiam surgir da dança de Kali, pediram a intervenção de Shiva, para que a acalmasse. Shiva então se deitou embaixo de Kali para amenizar o impacto de sua dança e para que ela pisasse no grande Deus (Mahadeva) saísse do transe.</p>
<p>Kali é uma das dez Mahavidyas, shakti tântricas que são manifestações da deusa Mahakali.</p>
<p>Kali é a forca que ativa e desativa Kala (o tempo). Ela personifica a forca de destruição, a sabedoria divina que Poe fim &#8216;as ilusões.</p>
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		<title>Shiva</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 19:40:51 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/shiva.jpg"><img class="imageleft size-full wp-image-501" title="shiva" src="http://shivashankara.net/pt/wp-content/uploads/shiva.jpg" alt="" width="200" height="283" /></a></p>
<p>É um dos deuses da Trindade Hindu (Trimúrti) e simboliza o poder da destruição e da transformação. Os outros dois deuses são: Brahma, o criador, e Vishnu, a força que mantem a criação.</p>
<p>Esses três são manifestações de um único poder, sendo assim inseparáveis.</p>
<p>Shiva (o benévolo, o auspicioso) e conhecido como o “Senhor do tripice tempo” (passado, pressente e futuro). Ele e um ser devorador como Kala (o tempo), mas também misericordioso em todas as suas  ações (Shankar, o doador de felicidade).</p>
<p>Como destruidor da ignorância (avidya), Shiva e representando meditando na neve do monte Kailasa, no Himalaia. Sua imagem e composta por diversos símbolos que representam diversos aspectos da filosofia Hindu.</p>
<ul>
<li>Sua postura simboliza a serenidade, a disciplina (sadhana), o comando do corpo, dos órgãos de percepção e da mente;</li>
<li>A brancura da neve representa a mente purificada (satvica), o que e necessário para meditar;</li>
<li>Em geral, Shiva aparece com quatro bracos.</li>
</ul>
<p>Com as duas mãos superiores, sustenta um pequeno tambor (damaru) que representa o som e o fenômeno da Criação.</p>
<p>No outro braço o tridente (trishula) simbolizando não so a destruição do ego, e seus três aspectos de desejo (físicos, emocionais e mentais/intelectuais), mas também a transcendência dos três mundos (Bhur-inferior, o físico; Bhurvah-intermediário, o astral; Swaha-superior, o causal), dos três gunas (sattva, rajas e tamas) e dos três períodos de tempo (passado, presente e futuro).</p>
<p>Com as mãos dos bracos inferiores faz, respectivamente, o gesto de doacao (vara mudra). E com a outra mao o gesto da seguranca (abhaya mudra).</p>
<ul>
<li>No centro de sua teste encontra-se um terceiro olho na vertical, cujo o poder de visão vai alem dos olhos mortais e representa o sentido da eternidade. A visão do ser humano se limita as suas percepções, emoções e pensamentos, mas ao transcender as limitações do corpo, mente e intelecto, reconhece o seu Ser indicado pelo terceiro olho. Segundo a tradição, um olhar desse terceiro olho reduz tudo as cinzas, destruindo toda a ilusão (Maya).</li>
<li>Shiva também carrega um pote de água (Kamandalu), que representa a renuncia (Varagya), o ascetismo, o viver com o mínimo necessário.</li>
<li>As sementes (Rudraksas) usadas para fazer o Japa mala simbolizam a disciplina da repetição (Japa).</li>
<li>O cabelo comprido demonstra o seu poder e todos os tipos de energia concentrados na busca pelo conhecimento. O fato de estar emaranhado representa a austeridade (tapas). Ele ainda leva a deusa Ganga aparado em seus cabelos e em algumas imagens a quinta cabeça de Brahma.</li>
<li>O seu corpo coberto de cinzas simboliza a queima da ignorância (avidya) e da ilusão (maya), com seus apegos e desejos.</li>
<li>As serpentes enroladas em seus braços como um bracelete e no pescoço como um colar representam o Ego (eu inferior), que para Shiva que venceu o Ego, as serpentes são apenas um adorno.</li>
</ul>
<p>Ele também se veste com a pele de um tigre. O tigre representa a mente sem disciplina que leva o ser humano a ignorância. Em sua postura meditativa ele esta sentado sobre a cabeça do tigre que esta dominada pelo poder do conhecimento.</p>
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		<title>Mantras &#8211; Definição</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 21:57:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[mantras]]></category>
		<category><![CDATA[sakti]]></category>
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		<description><![CDATA[Em sânscrito, a raiz “man” significa pensar; “tra” deriva de “trai” que significa proteger ou liberar do jugo de “samsara” (mundo dos fenômenos &#8211; ciclo de nascimento e morte). Portanto mantra significa “o pensamento que libera e protege”. Pode também ser entendido como “instrumento da mente” na forma e erradicar as tendências negativas da mente....<div class="read_more"><a href="http://shivashankara.net/pt/yoga/mantras-yoga/mantras-definicao/">Leia Mais...</a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em sânscrito, a raiz “man” significa pensar; “tra” deriva de “trai” que significa proteger ou liberar do jugo de “samsara” (mundo dos fenômenos &#8211; ciclo de nascimento e morte). Portanto mantra significa “o pensamento que libera e protege”. Pode também ser entendido como “instrumento da mente” na forma e erradicar as tendências negativas da mente.</p>
<p>O mantra é uma combinação de sílabas sagradas que formam um núcleo de energia espiritual. Essa energia é como um imã que atrai ou como uma lente que focaliza vibrações espirituais. O mantra é uma combinação precisa de palavras e sons &#8211; a personificação de uma forma particular de consciência ou Sakti. O poder, a consciência contida no mantra é Sakti (Divina Mãe – Deusa da Palavra Oral).</p>
<p>Através da constante lembrança ou pensamento do mantra, uma pessoa é projetada para fora do impacto de Maya, o mundo ilusório. Com a repetição dessas palavras de poder o objetivo do mantra é alcançado (a união da consciência individual com a consciência cósmica</p>
<p>A prática da entoação produz uma série de efeitos psicológicos e espirituais. A concentração gera um sentimento de paz e alegria. A repetição do mantra serve para focalizar os poderes dispersos da mente, convergindo-os em um ponto capaz de atravessar as cortinas dos pensamentos e atingir as camadas mais profundas da mente.</p>
<p>O mantra conduz o Espírito, perdido nas trivialidades e interesses materiais de volta à pura Essência.</p>
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		<title>Mahatma Gandhi</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 21:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[brahama]]></category>
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		<category><![CDATA[gandhi]]></category>
		<category><![CDATA[Yoga]]></category>

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		<description><![CDATA[O HOMEM QUE LIBERTOU A ÍNDIA E MOSTROU AO MUNDO O CAMINHO DA MUDANÇA SEM VIOLÊNCIA O apóstolo da Não-Violência como também é conhecido Gandhi, é um fenômeno humano de incrível força cósmica. Sua grandeza e sua coragem pessoal ainda não foram devidamente medidas e comprendidas. Falta-nos perspectivas histórica, estamos ainda muito próximos de suas...<div class="read_more"><a href="http://shivashankara.net/pt/yoga/filosofia/mahatma-gandhi/">Leia Mais...</a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O HOMEM QUE LIBERTOU A ÍNDIA E MOSTROU AO MUNDO O CAMINHO DA MUDANÇA SEM VIOLÊNCIA</p>
<p>O apóstolo da Não-Violência como também é conhecido Gandhi, é um fenômeno humano de incrível força cósmica. Sua grandeza e sua coragem pessoal ainda não foram devidamente medidas e comprendidas. Falta-nos perspectivas histórica, estamos ainda muito próximos de suas excepcionais realizações humanas e políticas e não podemos     vê-las em  toda  sua  grandeza.<br />
A generalidade de Gandhi está ainda  para ser reconhecida. Talvez daqui a um ou dois séculos a humanidade mais evoluída cultural e espiritu-almente, poderá determinar a verdadeira dimensão de sua grandeza de santo político e político santo.</p>
<p>Um biógrafo de Gandhi num momento de profunda compreensão e inspiração disse: ”Com o fenômeno Gandhi entrou para a história da humanidade uma nova fase de evolução. O mundo não pode ser mais o mesmo depois de Gandhi. Temos agora novas perspectivas para nosso viver ético, cultural e espiritual”.</p>
<p>Realmente Mahatma Gandhi, inaugurou uma nova experiência vivencial. Equilibrou em si mesmo, dois mundos completamente dialéticos: Oração e Ação; Vida material e Vida Espiritual; Ele conseguiu ser dinamicamente passsivo e passivamente dinâmico.<br />
A mensagem de sua vida indicou-nos o caminho para nossa própria plenitude. Gandhi é um modelo.<br />
No começo de sua vida, entretanto sua índole e temperamento eram diferentes; quase o oposto do seu comportamento de Mahatma.<br />
Gandhi, antes de ir para a África do Sul, era de natureza violenta, egoísta, fortemente sexuado, ambicioso, temido e cruel. Como advogado, vaidoso e inseguro, usava terno europeu, camisa branca de colarinho engomado, gravata de seda e sapatos de alta qualidade.<br />
Na  África do Sul morava numa bela vila inglesa, em área aristocrática da praia.  Amava o dinheiro. Era um autêntico indiano europeizado.<br />
Na Inglaterra, Gandhi descobriu a Sociedade Vegetariana de Londres. A sociedade deu-lhe uma causa: passou a escrever artigos defendendo o vegetarianismo e o apresentou a uma comunidade de pessoas com semelhantes idéias. Foram os membros da Sociedade que lhe proporcionaram a leitura do BHAGAVAD-GITA (Canto do Bem-Aventurado), poema teológico-ético indiano, considerado a expressão máxima da literatura da Índia. A obra é um diálogo entre Krishna e Arjuna, um herói místico, no qual a Divindade mostra a meta à qual devem aspirar todos os seres, aponta os três caminhos da libertação do ciclo das reencarnações: o Bakti-Yoga, Gnana Yoga e o Karma Yoga. Foi também no Bhagavad-Gita que Gandhi iria encontrar o conceito de Ahimsa (não injúria/não violência), o princípio que abrange ao mesmo tempo a renúncia e o ativismo espiritual contido na doçura, na generosidade e na ausência de mentira, e que foi tão importante para a formação do pensamento ético-político do futuro líder.<br />
Mas não foi com facilidade que adquiriu sua calma e serenidade de Mahatma (Grande Alma). Nem foi sem terrível auto disciplina que se tornou um Yogui de mente serena e controlada..<br />
Reconhecendo suas deficiências, fez um esforço consciente para superar-se e modificar-se. Começou  a  realizar serviços assistenciais, limpar latrinas e  varrer  locais públicos. Fez voto   de castidade (Brahmacharya) e dedicou grande parte do seu tempo em encontrar uma dieta vegetariana ideal. Transformou-se  num  homem  de  natureza  completamente  diversa.<br />
Gandhi constituiu um caso notável de segundo nascimento durante uma só vida.  De homem   profano  e  fraco,  tornou-se  um  santo,  um  verdadeiro  Mahatma.</p>
<p>Extraído do livro:   “Mahatma Gandhi-O Apóstolo da Não-Violência”<br />
( Martin Claret Editores)</p>
<p>PALAVRAS  DO  MAHATMA</p>
<p>“O caminho da paz é o caminho da verdade. Ser honesto é ainda mais importante que ser pacífico. Na verdade, a mentira é a mãe da violência. Um homem sincero não pode permanecer violento por muito tempo. Ele vai perceber, no curso de sua busca, que não tem necessidade de ser violento. Vai também descobrir que enquanto houver nele o menor vestígio de violência, não conseguirá encontrar a verdade que está procurando.</p>
<p>Não  há  um  ponto  intermediário entre  a  verdade  e   não  violência   de um lado   e  a falsidade  e  a  violência de outro.</p>
<p>Talvez nunca sejamos fortes o bastante para sermos totalmente não-violentos, em pensamento, palavra e ação.</p>
<p>Entretanto devemos manter a não-violência como nosso objetivo e fazer um progresso    constante em sua direção. A conquista da Liberdade, quer seja para um homem, uma nação ou um mundo, deve ser na proporção exata da conquista da não-violência. Assim aqueles que acreditam na não-violência como o único método de alcançar a verdadeira liberdade, devem manter a chama da não violência ardendo intensamente no meio das trevas impenetráveis do presente. A verdade de uns poucos vai prevalecer. A inverdade de milhões, vai se dissipar,   como palha a uma lufada de vento”.</p>
<p>( Extraído do livro “As palavras de Gandhi”Editora Record)</p>
<p>“Minha convicção pessoal é absolutamente clara. Não tenho o direito de magoar nenhum ser vivo, muito menos seres humanos como eu, ainda que eles possam causar grandes males a mim e aos meus”. Por isso, ao mesmo tempo que considero o domínio britânico uma calamidade, não pretendo causar dano a um único cidadão inglês ou a qualquer interesse legítimo que ele possa ter na Índia.</p>
<p>Sei que empenhando-me pela não-violência, estarei correndo o que poderia ser chamado de um grande risco, mas as vitórias da verdade jamais foram alcançadas sem riscos.. E transformar uma nação que consciente ou inconscientemente, foi opressora de outra, mais numerosa, mais antiga e  não  menos  civilizada que ela própria,  merece  correr  qualquer  risco”</p>
<p>“Para  ver o Universal e imanente Espírito da Verdade, face a face é preciso ser capaz de    amar a mais ínfima das criaturas como se ama a si próprio. Um homem que a isso aspira não pode ser omisso em nenhum aspecto da vida; Daí porque minha devoção à Verdade conduziu-me ao campo da política e&#8230;aqueles que dizem que a religião nada tem a ver com política não sabem o que  a  religião significa”<br />
A religião é o vínculo que une um homem a seu criador; Enquanto o corpo perece, como é inevitável, a religião persiste mesmo depois da  morte.  &#8220;A oração é a chave da manhã e a tranca da noite&#8221;.</p>
<p>Deus responde à prece a sua própria maneira não a nossa. Um homem de fé não barganha nem  apresenta  condições  à  Deus.</p>
<p>A fé é uma função do coração: Deve ser imposta pela razão; as duas coisas não são antagônicas, como pensam algumas pessoas; Quanto mais intensa é a fé, mais profunda se torna a razão.</p>
<p>Quando a fé se torna cega, inevitavelmente, morre.</p>
<p>“Um homem com um mínimo de fé em Deus nunca perde a esperança, porque sempre acredita no triunfo final da verdade”.</p>
<p>Se cuidarmos de hoje, Deus cuidará do amanhã”.</p>
<p>“Para atingir a autonomia, os indivíduos devem cultivar o servir, a renúncia, a verdade, a não violência, o  autodomínio e a  paciência”.</p>
<p>“Tive que desobedecer à Lei Britânica porque estava agindo em obediência a uma lei maior,  a  voz  da  minha  consciência”.</p>
<p>“Meu esforço nunca deve ser o de diminuir a fé do outro, mas torná-lo um melhor seguidor de sua própria fé”.</p>
<p>“A satisfação está no esforço e não apenas na realização final”.</p>
<p>“Não há nenhum defeito naquele que procura a verdade baseado em suas próprias luzes; é mesmo um dever de cada um de nós”.<br />
“A verdade deve manifestar-se em  nossos  pensamentos, em nossas palavras e nossas ações”.</p>
<p>“O controle dos sentidos (PRATYAHARA) permite ficar absolutamente livre da paixão e colocar-se acima dos fluxos do amor e do ódio, do afeto e da aversão”<br />
“Cada dia a Natureza produz o suficiente para nossas carências. Se cada um tomasse o que lhe fossse necessário não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de inanição”</p>
<p>“Quando me desespero, me lembro de que através de toda a história o caminho da verdade e do amor sempre venceu, lá encontramos tiranos e assassinos e durante algum tempo eles parecem ser vistos como invencíveis mas no final eles sempre caem. Sempre”</p>
<p>O apóstolo da não-violência, no qual o seu objetivo tornou-se a constante busca da verdade  disse: “Se eu for a vítima de uma bala assassina, não deverá haver ódio dentro de mim. Deus deverá  estar em  meu  coração e em  meus  lábios”.</p>
<p>Gandhi, o Grande Yogui, como é considerado na India, recebeu do povo indiano o título de MAHATMA (A GRANDE ALMA)</p>
<p>Mohandas Karamchand Gandhi</p>
<p>Nascimento:  02 DE OUTUBRO DE 1869 (Kathiawar-Índia)<br />
Morte:  30 DE   JANEIRO  DE 1948</p>
<p>Extráido do livro:<br />
“ Os grandes Líderes – Gandhi ”,  por Catherine Bush<br />
Editora  Nova Cultural</p>
<p>UM GRANDE TESOURO</p>
<p>De acordo com uma velha lenda Hindú, houve uma época em que todos os homens eram divinos, porém tanto abusaram de sua divindade que Brahama, o Deus principal, decidiu tirar esta divindade do homem e escondê-la onde nunca  pudessem jamais encontrar.</p>
<p>O lugar para escondê-la se tornou uma grande interrogação.</p>
<p>Quando  os  Deuses  menores  foram chamados ao Conselho para considerar o assunto, disseram:<br />
Esconderemos a Divindade do homem nas profundezas da Terra. Brahama disse: “Não, não servirá porque o homem cavará profundo a Terra e aí a encontrará”. Então eles disseram: bem, mergulharemos sua Divindade no oceano mais profundo.</p>
<p>Voltou a responder Brahama: “Não, aí não, porque o homem aprenderá a mergulhar nas águas mais profundas, rastreará no fundo do oceano e aí a encontrará”.</p>
<p>Então os Deuses menores disseram: Levá-la-emos ao topo da montanha mais alta, a mais elevada e ali a esconderemos.</p>
<p>Brahama replicou: “Não porque eventualmente o homem subirá ao pico de cada montanha<br />
da Terra e com certeza encontrará um dia e a possuirá de novo”.</p>
<p>Então os Deuses menores se deram por vencidos e concluíram:  Não sabemos onde  escondê-la, porque parece que não haverá lugar na Terra ou no mar que o homem não a conquiste eventualmente.</p>
<p>Então disse Brahama: “Isto é o que vamos fazer com a Essência Divina do Homem; esconderemos no mais profundo do seu próprio Ser,  porque nunca lhe ocorrerá buscar aí”.</p>
<p>Desde então, conclui a lenda, o homem tem viajado por todos os lugares da Terra subindo, escavando, mergulhando, voando, explorando, buscando algo que leva implantado dentro de si próprio.</p>
<p>O maior tesouro do mundo está no interior de cada pessoa.</p>
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		<title>Shri Adi Shankaracharya</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 21:47:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Shankara, considerado santo, filosofo e poeta, nasceu em ou por volta de 686 a. C., de pais brâmanes, em Kaladi , vilarejo do Malabar Ocidental no estado do Kerala, no sul da Índia. Aos dez anos já era um prodígio acadêmico. Não só tinha lido e decorado todas as escrituras como escrevera comentários sobre muitas...<div class="read_more"><a href="http://shivashankara.net/pt/yoga/filosofia/shri-adi-shankaracharya/">Leia Mais...</a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Shankara, considerado santo, filosofo e poeta, nasceu em ou por volta de 686 a. C., de pais brâmanes, em Kaladi , vilarejo do Malabar Ocidental no estado do Kerala, no sul da Índia. Aos dez anos já era um prodígio acadêmico. Não só tinha lido e decorado todas as escrituras como escrevera comentários sobre muitas delas e travava discussões com renomados eruditos que de todas as partes do pais acorriam para vê-lo.<br />
A Vedanta e uma das escolas tradicionais da filosofia da Índia (Darsanas). E considerado como sendo a culminância do pensamento expresso pelos Vedas.</p>
<p>A tradição antiga da Índia conhecida como Brahmanismo havia entrado em decadência com a mecanização dos seus rituais e o estabelecimento de normas rígidas de estratificação social através da deturpação do conceito de castas, Foi então que no século VI a.c. nasceram os chamados movimentos de protesto que buscavam revitalizar a tradição através de novos caminhos. E o período onde nasceram o Budismo, o Jainismo entre outras. O Budismo, com sua amplitude de pensamento, praticamente assumiu uma posição importante na Índia, ultrapassando a antiga tradição brahmânica. Mas com a Vedanta, o Hinduísmo restabelece, em formas novas, a antiga tradição dos Vedas.</p>
<p>Shankara viu que seus professores não praticavam as sublimes verdades que pregavam. De fato, a Índia estava passando por um período de decadência espiritual. Shankara, ardendo de zelo juvenil, resolveu fazer de sua vida um exemplo que pudesse reconduzir os homens a senda da verdade.</p>
<p>Por essa época, seu pai faleceu. O menino se viu as voltas com o enigma da vida e da morte, e decidiu decifrá-lo. Iria renunciar a tudo em sua busca do significado da existência.</p>
<p>Shankara então persuadiu sua mãe a deixá-lo consagrar-se a vida monástica, prometendo ir visitá-la antes que ela morresse. Depois, tendo providenciado o indispensável as suas necessidades, partiu em busca de seu Mestre.</p>
<p>A margem do rio Narmada encontrou Guadapada, celebre filosofo e vidente que alcançara o conhecimento da realidade. Shankara pediu ao velho sábio que se encarregasse de sua iniciação, mas Guadapada recusou-se a atendê-lo. Fizera o voto de permanecer absorto na união com Brahman. Enviou, porem, o menino ao seu principal discípulo, Govindapada, que o iniciou e instruiu-o na meditação e no interior processo do Yoga. Em pouco tempo Shakara começou ele próprio a ensinar.</p>
<p>Shankara começou a ensinar entre os eruditos do pai, convertendo primeiro os professores, depois os alunos deste.</p>
<p>Shankara terminou seus dias em Kedarnath, no Himalaia. Ao deixar o corpo físico, tinha apenas 32 anos. Durante este breve período, fundara quatro monastérios e criara dez ordens monásticas. Foi essa a primeira vez em que se organizou o monasticismo na Índia, e o sistema de Shankara perdura at&#8217;e hoje. Shankara era mais um reformador do que um inovador.</p>
<p>Não pregou nenhuma nova doutrina ou credo, mas deu um novo impulso a vida espiritual do seu tempo.</p>
<p>A produção literária de Shankara foi enorme. Não só teceu comentários sobre o Vedanta Sutras, os principais Upanishades e o Bagavad-Gita como produziu duas importantes obras filosóficas: o Upadeshasahasri e o Vivekachudamani. Deixou também vários poemas, hinos, preces e obras menores sobre o Vedanta.</p>
<p>OS MATH E AS LINHAGENS DE SHANKARA</p>
<p>Fundou quatro monastérios, sendo o principal o de Sringeri, em Mysore e dez ordens de sanyasis denominadas Darshami, com os seguintes sufixos.</p>
<p>               MOHA MUDGARAM – O FIM DA ILUSAO<br />
 Este poema Shankara escreveu com a morte do seu pai.<br />
 Quem é a esposa? Quem é o filho?<br />
Estranhos são os caminhos deste mundo.<br />
Quem és tu? De onde vieste?<br />
Vasta e a ignorância, meu bem amado.<br />
Medita, pois, sobre essas coisas e adora o Senhor.<br />
Vê a loucura do homem:<br />
Na infância ocupado com seus brinquedos,<br />
Na juventude seduzida pelo amor,<br />
Na maturidade curvada sobre as preocupações –<br />
E sempre negligente com o Senhor!<br />
As horas voam, as estações passam, a vida se escoa,<br />
Mas a brisa da esperança sopra continuadamente sobre seu coração<br />
O nascimento traz a morte, a morte o renascimento:<br />
Esse mal não necessita de prova.<br />
Onde, pois, o homem, está a tua felicidade.<br />
Esta vida tremula na balança<br />
Qual o orvalho em uma folha de lótus –<br />
Não obstante, o sábio pode nos mostrar em um instante,<br />
Em como atravessar este mar de mudanças<br />
Quando o corpo se cobre de rugas, quando o cabelo encanece<br />
Quando as gengivas perdem os dentes e o bordão do ancião<br />
Vacila sobre o seu peso como um caniço,<br />
A taca do seu desejo ainda esta cheia</p>
<p>Teu filho pode trazer-te sofrimento,<br />
Tua riqueza não te garante o céu,<br />
Não te vanglories, pois, de tua riqueza<br />
Nem de tua família, nem de tua juventude<br />
Todas elas passam, todas hão de mudar.<br />
Sabe isso e sê livre.<br />
Entra na alegria do Senhor.<br />
Não busque a paz bem a discórdia<br />
Com amigos ou parentes.<br />
O bem-amado se quer alcançar a liberdade, Sê igual em tudo.</p>
<p> Adi Shankaracharya.</p>
<p>       Trabalhos de Shankara<br />
Bashyas _ (Comentários) nos livros:</p>
<p>Brahma Sutra<br />
 Isavasya Upanishad<br />
Katha Upanishad<br />
Kena Upanishad<br />
Prasna Upanishad<br />
Mundaka Upanishad<br />
 Mandukya Upanishad<br />
 Mandukya Karika<br />
 Aitareya Upanishad<br />
Taittireya Upanishad<br />
Chandogya Upanishad<br />
Brihad Aranyaka Upanishad<br />
Sree Nrisimha Tápaneya Upanishad<br />
Sreemad Bhagavad Gita<br />
Sree Vishnu Sahasranama<br />
Sanat Sujatéyam<br />
Lalita tri-satee<br />
Hastãmala Keyam</p>
<p>    Prakriya _ (Livros escritos)</p>
<p>Viveka Chudamani<br />
Aparokshanu Bhuti<br />
Upadesa Sahasri<br />
Vakya Vritti<br />
Swatma Niropanam<br />
Atma- Bodha<br />
Sarva Vedanta Sara Samgraha<br />
Prabodha Sudhakaram<br />
Swatma Prakasika<br />
Advaita Anubhuti<br />
Brahma – Anuchintanam<br />
Prasna – uttara Ratma- Mãlikã<br />
Sadachara – anusandhanam<br />
Yaga Taravali<br />
Anatma – Sree Vigarhanam<br />
Swarupa – anusandhanam<br />
Pancheekranam<br />
Tattwa – Bodha<br />
Prinda – Anubhuti<br />
Brahma Inanavali<br />
Moha Mudgaram (Bhaja Govinda)<br />
Laghu Vakyavritti<br />
Prapancha Sãram<br />
 HINOS E VERSOS DE MEDITAÇÃO</p>
<p>Sri Ganesha Pancharatnam<br />
Ganesha Bhujangam<br />
Subramanya Bhujangam<br />
Shiva Bhujangam<br />
Devi Bhujangam<br />
Bhavani Bhujangam<br />
Sree Rama Bhujangam<br />
Vishnu Bhujangam<br />
Sarada Bhujangam<br />
Shivananda Lahari<br />
Soundarya Lahari<br />
Ananda Lahari<br />
Shiva – Pãdãdi – Kesãnta – Varnana Stotram<br />
Shiva  &#8211; Kesãdi – Pãdãnta – Varnana Stotram<br />
Sree Vishnu-  Pãdãdi-Kesanta &#8211; Varnana Stotram<br />
Uma – Maheswara Stotram<br />
Tripurasundari  Vedapada  Stotram<br />
Tripurasundari   Mãnsapuja  Stotram<br />
Tripurasundari   Ashtakam<br />
Devi – Shashti – Upachara – Puja Stotram<br />
Mantra – Matruka – Pushpamãla Stavam<br />
Kanakadhara Stotram<br />
Anna Poorna Stotram<br />
Ardha – Naree – Natesvara Stotram<br />
Bhramana – Amba – Ashtakam<br />
Meenakshi Stotram<br />
MeenaKshi   Pancharatnam<br />
Gouri Dasakam<br />
Navaratna Malika<br />
Kalyana Urishti – Stavam<br />
Lalita Pancharatnam<br />
Maya panchakam<br />
Suvarna Mala Stuti<br />
Dasa Sloki<br />
Veda Sara siva Stotram<br />
Siva Panchãkshara Stotram<br />
Siva Aparadha – Kshamapana Stotram<br />
Mrityunjaya Mãnasa Puja  Stotram<br />
Shiva Namavali Ashtakam<br />
Kala Bhairava Ashtakam<br />
Shat-Pade stotram<br />
Shiva – Panchakshara – Nakshatra – Mala Stotram<br />
Dwadasa &#8211; Linga Stotram<br />
Kasi Panchakam<br />
Hanumat Pancharatnam<br />
Lakshmi &#8211; Niri Simha &#8211; Pancharatnam<br />
Lakshmi &#8211;  Niri  Simha Karunarasa Stotram<br />
Panduranga &#8211; Ashtakam<br />
Achyuta &#8211; Ashtakam<br />
Sree Krishna Ashtakam<br />
Hari Stuti<br />
Govinda  Ashtakam<br />
Bhagavat &#8211; Manasa &#8211; Puja<br />
Prata &#8211; Samrana  &#8211; Stotram<br />
Jagannatha Ashtakam<br />
Gurvashtakam<br />
Narmada &#8211; Ashtakam<br />
Yamuna &#8211; Ashtakam<br />
 Ganga &#8211; Ashtaram<br />
Manikarnika – Ashtakam<br />
Nirguna Mãnasa Puja<br />
Eka Sloki<br />
Yati Panchakam<br />
Jevam &#8211; Mukta – Ananda – Lahari<br />
Dhanya &#8211; Ashtaram<br />
Upadesa Panchakam<br />
Sata Sloki<br />
Manesha Panchakam<br />
Advaita Pancharatnam<br />
Nirvana Shatkam</p>
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