Durga

By admin / novembro, 1, 2011 / 0 comments

Um gigante chamado Durg, filho de Ruru, após ter praticado muita austeridade (tapas) para agradar Brahma (o deus criador), obteve sua bênção e tornou-se tão poderoso que conquistou os três mundos (a Terra, o plano astral e os reinos celeste), destronando Indra e os demais deuses. Durg obrigou as esposas dos Rishis (sábios) a cantar suas glorias, retirou os deuses do céu.

Durg aboliu as cerimônias religiosas, os brâhmanes (sacerdotes) abandonaram a leitura dos Vedas (escrituras sagradas) por temor. Durg imperou o caos no mundo.

Os deuses correram até Shiva, e Indra, como porta-voz do grupo, disse, envergonhadamente: “Shiva, fomos todos destronados e expulsos dos céus pelo terrível demônio Durg!”. Shiva vendo o sofrimento dos deuses por estarem privados de suas oferendas e compadecendo-se da situação, enviou Parvati para destruir o gigante.

Parvati, aceitando com bom gosto a missão, acalmou os nervos dos deuses e mandou Kalaratri (a deusa da noite escura), mulher cuja beleza fascinava os habitantes dos três mundos, ordenar ao demônio que restabelecesse as coisas ‘a sua forma natural. Mas Durg, cheio de fúria, enviou seus soldados para capturar Kalaratri e ela, com o alento de sua boca, reduziu-os a cinzas. Na continuação, Durg enviou um numero tão grande de soldados que cobria a superfície da Terra. Dessa vez, Kalaratri correu até Parvati, perseguida pelos soldados.

Durg reuniu todo seu exercito e dirigiu-se ao monte Vindhya para lutar contra Parvati. Quando estava próximo, Parvati assumiu um corpo com cem mil braços e produziu inúmeras armas.

Durante a batalha, as tropas do gigante dispararam suas flechas contra Parvati, a qual estava sentada sobre o monte Vindhya. Acompanhando as flechas, eles atiraram contra ela árvores, pedras e tudo o que podiam encontrar à frente. Em resposta, Parvati disparou o Sudharsana, arma em forma de disco, que cortou os braços de muitos milhares de soldados.

Depois de muita luta entre Parvati e Durg e os seus soldados. Durg assumiu a forma de um gigante com mil braços e levou uma arma em cada um deles. Estando perto de Parvati, esta o agarrou pelos braços e lançou-o contra o chão com uma forca espantosa. Vendo que, mesmo caído, ele ainda não estava destruído, ela atravessou-lhe o peito com uma lança e destruindo o gigante.

Os deuses estavam encantados com tão belo final da batalha, pois recuperaram, em seguida, o antigo resplendor. Após esse episodio, a deusa passou a ser chamada de Durga, nome da forma feminina do demônio Durg, que ela havia destruído.

Kali é a representação do principio feminino renovador, existente em todo ser humano e na natureza, que destrói a ilusão e dissolve a ignorância, responsáveis pela escravidão ao ciclo de Samsara (renascimento e mortes consecutiva Kali é identificada a Kala, o tempo, representado como negro, sombrio, implacável. O tempo é negro porque é irracional, duro, sem piedade. Todos vivem sob seu domínio e, para se libertar dos sofrimentos provenientes dele, deve-se, primeiramente, abolir o próprio tempo.

O poder de Kali se expressa como forca e determinação. Nela, há uma intensa e avassaladora paixão pelo ato de destruir todos os obstáculos ao divino. É a grande guerreira dos três mundos, a qual jamais foge a uma batalha. Kali não tolera a indiferença, a negligencia nem a preguiça perante a obra divina, despertando, de imediato e com aguda dor, quem dorme e vagabundeia inoportunamente. Kali também é mãe e seu amor é tão intenso quanto sua ira. Ela é temível para os hostis, a forca de sua presença é dolorosa para os débeis e tímidos, mas os grandes, os fortes e os nobres a amam e veneram, pois compreendem que seus golpes têm como objetivo endireitar o torcido e perverso e expelir o que é impuro e defeituoso, assim sendo, mostrando o caminho que leva a Deus. Nada pode satisfazê-la se não chegar aos êxtases supremos, às aspirações mais nobres e às perspectivas mais vastas.

No Lingam Purana encontramos a lenda sobre o aparecimento de Kali da seguinte forma:

Uma mulher-demônio chamada Daruka havia obtido um poder tão grande que consumia com fogo os sacerdotes e devotos. Mas, como era servida por uma multidão de mulheres, Vishnu e os demais deuses temiam atacá-la, pois poderiam ser culpados do grande pecado de dar morte a uma mulher.

Os deuses recorreram a Shiva para resolver esse problema. Shiva dirigiu-se a sua esposa Parvati e disse: “Ó, encantadora Devi, permita-me que te solicite a destruição de Daruka!” Parvati, tendo escutado essas palavras, criou de sua própria substância, uma terrível virgem negra. Seu aspecto era assustador de se contemplar estava envolta em vestido celestial vermelho, com vários braços e armas. Parvati deu o nome de Kali a essa virgem negra, que atacou e destruiu Daruka.

Kali também aparece travando combate com Raktabija, chefe de um exercito de demônios. Conta a lenda:

Kali foi destruindo e cortando as cabeças de todos os soldados de Raktabija, então ele próprio resolveu atacar Kali, mas ela defendeu-se bravamente, redobrando seus golpes mortíferos, mas, a cada gota de sangue que caía dele, nasciam mil gigantes, tão vigoroso quanto ele. Para acabar com seu inimigo, Kali teve, então de beber cada gota de sangue antes que essa caísse no solo, assim ela conseguiu derrotar Raktabija e seu exército.

Após à vitória, Kali começou a dançar com alegria tão selvagem que estremeceu todo o universo. Os deuses, preocupados com os resultados catastróficos que poderiam surgir da dança de Kali, pediram a intervenção de Shiva, para que a acalmasse. Shiva então se deitou embaixo de Kali para amenizar o impacto de sua dança e para que ela pisasse no grande Deus (Mahadeva) saísse do transe.

Kali é uma das dez Mahavidyas, shakti tântricas que são manifestações da deusa Mahakali.

Kali é a forca que ativa e desativa Kala (o tempo). Ela personifica a forca de destruição, a sabedoria divina que Poe fim ‘as ilusões.

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